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Publicado em 17/01/2018 à 02:01:46
Por: Camila Costa da Cunha
MICRORGANISMOS DO BEM
Pesquisadores da UFSC testam inoculantes para reduzir custos e aumentar a produtividade de lavouras de milho e soja

Um projeto de cooperação entre a UFSC e a empresa paranaense Total Biotecnologia está desenvolvendo novas tecnologias para baratear o custo de culturas importantes para o agronegócio brasileiro, como milho e soja. 

O objetivo é realizar testes de campo com inoculantes, produtos elaborados a partir de microrganismos encontrados no solo. Os ensaios são conduzidos em áreas cedidas pela Cultivar, de Curitibanos, ou por agricultores interessados nos testes. 

A inoculação já é uma prática bem conhecida no Brasil para elevar a produtividade das lavouras, além de aumentar sua resistência a doenças e falta d’água. No caso da soja, o processo também elimina a necessidade de fazer adubação nitrogenada. 

O aspecto inovador da pesquisa é a criação de diferentes formas de aplicar esses produtos com diferentes tipos de microrganismos. “Primeiramente, buscamos transferir estas tecnologias do âmbito experimental para o uso pelo agricultor no seu dia a dia”, diz a coordenadora do projeto, Sonia Purin da Cruz, professora do Departamento de Ciências Naturais e Sociais da UFSC no Campus Curitibanos. “Além disso, um de nossos objetivos é subsidiar pedidos de registro de produtos frente ao MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e solidificar a formação profissional dos acadêmicos envolvidos”.

 A equipe de pesquisadores envolve cinco bolsistas remunerados e três voluntários. “Fala-se muito de biodiversidade, mas se esquece que as bactérias vêm do solo”, observa a professora, lembrando que não existe manipulação gené- tica nesta tecnologia. 

Seis espécies de bactérias estão em estudo desde 2015. Duas delas, a Bradyrhizobium japonicum e a Bradyrhizobium elkanii, já são utilizadas comercialmente na soja e uma, a Azospirillum brasilense, no milho. 

As demais bactérias em teste já são espécies conhecidas pela ciência, porém utilizadas para fins não comerciais na área de agronomia até o momento. 

Neste quadro também se encaixam algumas espécies de fungos que começaram a ser testadas no ano de 2017. Seus nomes ainda não podem ser divulgados, em função de contrato de sigilo com a empresa.

 

  

Na foto, a embalagem
comercial contendo inoculante (1),
que pode ser comercializado na
forma líquida (2) ou turfosa (3). No
processo de inoculação, o produto
é misturado em sementes tratadas
de soja (4) e também milho (5),
antes da semeadura.

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