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Publicado em 11/12/2019 à 01:12:02
Por: assessoria
Projeto apoiado pela Fapeu coloca SC na ponta da produção de moluscos
Fundação gerencia estudo voltado destinado à produção de formas jovens de moluscos bivalves

O Estado de Santa Catarina é o maior produtor nacional de moluscos bivalves marinhos (ostras, mexilhões e vieiras), e esta marca tem a forte digital do projeto de produção de formas jovens de moluscos bivalves, desenvolvido pelo Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com gerenciamento da Fundação de Amparo à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu). “A participação da Fapeu é imprescindível dada à complexidade burocrática enfrentada para administração de recursos públicos de forma geral”, destaca o professor o professor Cláudio Melo, coordenador do trabalho.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2019, a produção nacional de moluscos bivalves é quase exclusividade do Litoral catarinense, com destaque para Florianópolis, onde se concentra a maior produção de ostras. Os moluscos são levados aos cultivadores na fase inicial, com aproximadamente 21 dias de vida. Essas matrizes são produzidas pelo Laboratório de Cultivo de Moluscos Marinhos. O LMM é ligado ao Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias da UFSC.

“O projeto tem o objetivo de realizar a reprodução das diferentes espécies de moluscos marinhos bivalves de interesse comercial com a finalidade de produzir formas jovens (larvas e sementes) destas espécies. Estas formas jovens são o principal insumo dos maricultores. Por outro lado, a manutenção de um laboratório de produção em atividade permite e facilita o desenvolvimento de pesquisas”, explica o professor Cláudio Melo.

O projeto permite que o Laboratório de Moluscos Marinhos mantenha a infraestrutura física e obtenha os principais insumos biológicos, como microalgas, larvas, sementes e reprodutores, necessários para as atividades de ensino, pesquisa e extensão. Por meio do projeto, a UFSC atende cerca de 85 produtores (familiares ou empresas), gerando emprego, renda e resultados sociais, e todos os alunos de graduação e pós-graduação com interesse em moluscos marinhos bivalves.

Os estudos são voltados a moluscos bivalves das espécies Crassostrea Gigas, Crassostrea Gasar, Nodipecten Nodosus e Perna Perna. A Crassostrea gigas, conhecida como ostra do Pacífico ou ostra japonesa, é a mais trabalhada de todas. A safra de produção desta espécie inicia-se no mês de outubro, estendendo-se até junho do ano seguinte. A capacidade máxima de produção do laboratório é de 120.000.000 de larvas olhadas por mês.

Origem

O LMM, na Barra da Lagoa, no Leste da Ilha de SC, foi inaugurado em 18 de agosto de 1995, mas, anteriormente, chegou a funcionar por nove anos, entre 1987 e 1995, no Bairro Sambaqui. Ainda hoje, o laboratório mantém em Sambaqui as atividades de mar, tais como manutenção de reprodutores e de linhagens das espécies de interesse comercial ou acadêmico, bem como é nesta área que são realizados os experimentos de crescimento com as espécies trabalhadas no LMM.

A equipe do projeto é formada por três professores, oito servidores, quatro funcionários terceirizados, além de um técnico contratado via projeto. Há, ainda, alunos bolsistas de graduação e o mesmo número de alunos de pós-graduação (mestrandos e doutorandos). “Ao todo são mais de 20 pessoas envolvidas diretamente nas atividades do LMM. Eventualmente, o laboratório recebe estagiários de outras regiões do Brasil e do exterior”, acrescenta o coordenador do estudo.


Referência


Pioneiro no país, o Laboratório de Moluscos Marinhos é o principal fornecedor de sementes e o único a produzi-las initerruptamente por mais de 30 anos no Brasil. Apenas estas sementes, em 2017, segundo a Síntese Informativa da Maricultura (Epagri, 2018), geraram quase R$ 20 milhões em receitas diretas aos produtores. “Isso significa renda e empregos aos homens do mar. Deve-se acrescentar a este resultado as vendas indiretas. Ou seja, a ostra ao ser vendida pelo produtor a um restaurante ou bar de beira de praia terá um valor agregado ao seu valor inicial e mais renda e mais elos se somam a cadeia produtiva”, observou o professor Cláudio Melo.

Em resumo, toda a cadeia produtiva de moluscos de Santa Catarina é beneficiada pelo projeto. “Além disso, a sociedade também se beneficia na forma de uma pesquisa desenvolvida integrada à produção e a seus gargalos, além de cumprirmos com a nossa missão de desenvolvimento da educação e da pesquisa com qualidade junto à comunidade universitária que servimos”, acrescentou o professor.

 

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